"Agora, pro teu prol, eu tenho o intento
De levar-te comigo,ir-te-ei guaindo
Pela estância do eterno sofriento.
Onde,estridentes gritos escutando,
Verás almas antigas em tortura,
Segunda morte a brados suplicando.
Outros ledos verás, que em prova dura
Das chamas inda esperam ter gozo
De Deus no prêmio da imortal ventura."
(Dante Alighieri em A Divina Comédia)
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Canção do Dia de Sempre
Tão bom viver dia a dia…A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…
(Mário Quintana)
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
"only time"

"Quem pode dizer para onde vai a estrada?
Para onde o dia flui?
Só o tempo ...
E quem pode dizer se o seu amor cresce,
conforme seu coração escolhe?
Só o tempo...
Quem pode dizer por que seu coração suspira
conforme seu amor voa?
Só o tempo
E quem pode dizer por que seu coração chora,
quando seu amor morre?
Só o tempo...
Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam,
que o amor deve estar em seu coração ?
E quem pode dizer quando o dia termina,
se a noite guarda todo o seu coração?
Quem sabe?
só o tempo..."
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atentoAntes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinicius de Moraes)
(Vinicius de Moraes)
Santa Maria

"Quando você calçou as botas
E completamente linda apareceu
O céu desceu quebrando oteto do teatro
E assim foi que Santa Maria nos conheceu
Eu no palco e os passos seus
Os saltos não sabiam que dançariam a valsa
E eu me lembro do seu rosto
No meu ombro
Fez um horizonte
Pro Sol que já não havia
Se foi com o dia
Por trás dos morros
Ficou pra sempre
DentroNo meu corpo
O seu corpo
Me esquecendo em sua pele
O amor nos convidou
E nós dois dissemos que sim
Depois você tirou as botas
E completamente linda adormeceu
O sono é a poesia com um texto tátil
E assim foi que de Santa Maria
nos separamos
E ela ali permaneceu
Embarcamos pra fazer aúltima viagem
E eu me lembro do seu rosto
Do seu gosto
Dos seus dedos
Que entre os meus
Se confundiam
E pareciam
Ser um do outroentrou pra sempre
Dentro Do meu corpo
O seu corpo
Se escrevendo em minha pele
O amor nos perguntou
E nós dois dissemos que fim "
(Nando Reis)
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
(...)
Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
E vão dilacerando e deliciando,
Rasgando as almas que nas sombras tremem.
Harmonias que pungem, que laceram,
Dedos nervosos e ágeis que percorrem
Cordas e um mundo de dolências geram
Gemidos, prantos, que no espaço morrem...
(...)
...
"Já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos despenquei. E, quantas pedras me atiraram e quantas atirei. Tanta farpa, tanta mentira; Tanta falta do que dizer. Nem sempre é so easy se viver. Hoje não consigo mais me lembrar de quantas janelas me atirei e quanto rastro de incompreensão eu já deixei; Tantos bons quantos maus motivos, tantas vezes desilusão. Quase nunca a vida é um balão; mas o teu amor me cura; de uma loucura qualquer. É encostar no teu peito e se isso for algum defeito por mim tudo bemmm... Tuuuudo bemmm! Tuuudo bemmmm."
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